#adsense

DECLARAÇÃO DO SINODO PERMANENTE DOS BISPOS DA IGREJA MARONITA

حجم الخط

A convite de Sua Beatitude Bechara Pedro cardeal Rai, patriarca de Antioquia e de todo o Oriente, o sínodo permanente reuniu-se esta tarde, 20 de julho de 2022, na presença de Sua Excelência o Arcebispo Moisés El-Hage, Arcebispo da Arquidiocese Maronita de Haifa e Vigário Patriarcal para Jerusalém, os Territórios palestinos, Amã e os territórios do reino hachemita da Jordânia, para tratar do repreensível ato ao qual esteve submetido no posto fronteiriço de Segurança Geral no sul do Líbano.

O conselho permanente é uma autoridade patriarcal composta por quatro bispos que se reúne sob a presidência de Sua Beatitude o Patriarca Rai em casos graves

e de emergência. A assembleia emitiu o seguinte comunicado:

1 – O Patriarcado Maronita de Antioquia e de todo o Oriente não imaginou que poderia chegar um momento na República do Grande Líbano, em que um bispo fosse submetido a uma revisão ilícita, contrariando a decência moral e as normas legais, e a falta de respeito à sua posição religiosa, papel e mensagem, e sem retornar à sua suprema referência eclesiástica. que desempenhou e continua a desempenhar um papel pioneiro e fundamental no estabelecimento e na continuação desta República, e quis que fosse um estado democrático que

honrasse as liberdades e valorizasse a privacidade, que fosse governado por responsáveis que cumprem e a Constituição, protegem a legitimidade, preservam a justiça, livres de torcida partidária e de interesses pessoais, unindo o povo sem distinção.

2 – Anteontem, os elementos do Centro de Segurança Pública Fronteiriça, por decisão do comissário do governo perante o tribunal militar, juiz “Fadi Akiki”interceptaram o arcebispo Moisés Al-Hajj que vinha como de costume da sua diocese na Terra Santa e ele foi arrestado por mais de 12 horas, sem ter em conta a sua postura religiosa e o investigaram sem justificação em um centro de segurança, e confiscaram o seu passaporte libanês, celular, documentos e a ajuda médica e econômica – dos benfeitores libaneses e palestinos- que levava aos necessitados e doentes do Líbano de todas as religiões porque as autoridades

locais não atenderam as necessidades básicas do seu povo nos últimos anos. Como tudo isso aconteceu, é necessário confrontar e corrigir esse exagero responsabilizando cada funcionário pelo que aconteceu, independentemente do seu cargo, e até mesmo de sua demissão.

3- Ao que foi submetido nosso irmão, o arcebispo Moisés Al- Hajj, nos deixou lembrar dos tempos da ocupação e dos governantes em séculos anteriores, quando invasores e ocupantes tentavam minar o papel da Igreja Maronita no Líbano e no Oriente, que plantou nestas áreas o ambiente e o conceito de liberdade religiosa, defesa dos direitos humanos e fraternidade entre religiões. Aqueles que usaram de suas posições para atacar o Arcebispo Al-Hajj, planejaram, ordenaram e executaram o seu ato condenável e não se deram conta de que o que fizeram e o que estão fazendo não afetou nem afetará o Patriarcado que resistiu contra reinados e empórios tiranos ao longo da história do Líbano e dos patriarcas, com o poder de Deus e a fidelidade do seu povo.

4 – Sua Eminência, o Arcebispo Moisés Al- Hajj como todos os outros Arcebispos que o antecederam, adere às diretivas do Patriarcado Maronita e da missão do Vaticano, e está sempre disposto a desempenhar o seu papel com coragem, sabedoria e humanismo, ao serviço dos necessitados e doentes e de modo particular nesse impasse que o Líbano está atravessando hoje.

5 – O coração do nosso eminente irmão Arcebispo Moisés é composto de uma estrutura humana cheia de emoções e compaixão e não de pedra como o coração das autoridades políticas que não prestam atenção às tragédias do povo. Se a sua

eminência se tivesse distanciado do desempenho deste papel, deveria ter sido responsabilizado não porque ele se importou em aliviar o sofrimento dos libaneses nesse momento penoso que o país está atravessando. Neste contexto, o Sínodo Permanente não está em condições de justificar o que o Arcebispo fez, mas confirma a legitimidade do que está fazendo e o apoia na sua missão pastoral.

6 – Rejeitamos, denunciamos e desaprovamos fortemente o que foi preconcebido e projetado e num momento marcante e suspeito, com fins maliciosos conhecidos, contra nosso irmão Arcebispo Moisés Al-Hajj. Exigimos o fim deste ato teatral de segurança- judicial- política, e a devolução de todas as ajudas retidas ao Arcebispo

para que os socorros confiados cheguem aos seus donos que os esperam e encerrem este caso imediatamente.

Ficamos surpreendidos com o silêncio do Estado perante o que foi cometido contra o Arcebispo e apelamos ao Ministro da Justiça para que tome as medidas disciplinares necessárias contra todos os responsáveis pelo ato deliberado de transgressão.

7- Lembramos neste contexto que não é a primeira vez que o comissário governamental perante o tribunal militar comete atos fora das normas. Por isso, exigimos também ao Ministério Público de Descriminação que envie o juiz Akiki para inspeção judicial e o destitua. Renovamos nossa reivindicação pela independência do poder judiciário da autoridade política.

8- Finalmente afirmamos as constantes posições de lealdade do Patriarcado Maronita, que não se deixará submeter a qualquer tipo de pressão e apelamos ao Estado libanês com todos os seus responsáveis para preservar a dignidade e os direitos de todos os libaneses e acabem com a injustiça contra eles, residam no território do Líbano ou fora dele ou tenham sido banidos pela força.​

المصدر:
فريق موقع القوات اللبنانية

خبر عاجل